terça-feira, 27 de julho de 2010

6:58





Tenho uma fixação nada normal com números.
Sempre há uma ânsia de vê-los decrescendo, como o ponteiro do relógio voltando ao passado.

Há erros que ainda não sei como remediar.
Há situações que não sei manejar.
Há verdades que são dolorosas - mas agora, as confronto, estou em paz.
As perdas são para sempre, por um momento.
No outro, cabe a nós seguirmos.

E no dia de hoje, continuo imaginando como seria ter você aqui.

Seria como dar primeiros passos?

Hoje é incerteza.

terça-feira, 20 de julho de 2010




Eu não poderia esperar que ela me levasse por uma "estrada de tijolos amarelos", mas aquela jornada definitivamente contrariava todo o conceito de sanidade que eu poderia ter...
Já ouvi falar de mundos e mais mundos. Mas para mim, até aquele momento, isto tudo era algo que se restringia à literatura fantástica. Acho que sou Alice no País de Nenhuma Maravilha. Não muito diferente do mundo de onde venho, afinal...Onde estive estacionada e sem perspectivas

Enfim paz





Supero a estranheza de voltar para casa conhecendo a cidade.
Tudo se transforma, mesmo essas linhas planejadas.
É até estranho que eu veja tudo de uma forma tão diferente, agora. Que aceite tudo com tanta calma.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sobre a superfície.


Às vezes, encontro-me quase submersa naquele velho mundo de dor, embora seja tão familiar.
"O lar é onde machuca" ou algo assim, certo?
E aqui, neste ponto, sei que posso usar toda a minha determinação para não me deixar levar mais uma vez.

Ninguém disse que a vida seria fácil, fácil afinal. A descida não foi fácil. A recuperação às vezes parece pior ainda.

Mas foi isso que eu decidi. É um pacto comigo, agora.