sábado, 6 de novembro de 2010

Cinzas

Uma prisão dentro de mim.

E eu sinto - ou imagino? - seus movimentos aqui dentro, todos os dias.
Imagino como teria sido te ver crescer.
Me culpo, sim, todos os dias.
Eu provoquei isso?
De certa forma, sei que sim. Não diretamente, é verdade.
Mas de certa forma. Isso dói tanto.
Ter te ferido me dói.

E eu ainda não consigo te deixar ir.
Tua lembrança estará sempre aqui.

Penso em peixes e incensos.
Será que você está livre?
Será que estarei livre, algum dia?

Quero mergulhar no mundo,
e esquecer,
esquecer...
de tudo, mas não
de ti, minha pequena luz.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ventre Vazio





A imensa lacuna em tudo. A vida incompleta no sentido mais literal e doloroso possível.
A culpa, mesmo que não existam culpados.
Depois é não querer mais.
Uma contagem progressiva: 1 ano, 2 meses, 10 dias.
A verdade é que na maior parte do tempo, sinto-me apenas...incapaz diante da vida. De gerá-la, de viver.

terça-feira, 27 de julho de 2010

6:58





Tenho uma fixação nada normal com números.
Sempre há uma ânsia de vê-los decrescendo, como o ponteiro do relógio voltando ao passado.

Há erros que ainda não sei como remediar.
Há situações que não sei manejar.
Há verdades que são dolorosas - mas agora, as confronto, estou em paz.
As perdas são para sempre, por um momento.
No outro, cabe a nós seguirmos.

E no dia de hoje, continuo imaginando como seria ter você aqui.

Seria como dar primeiros passos?

Hoje é incerteza.

terça-feira, 20 de julho de 2010




Eu não poderia esperar que ela me levasse por uma "estrada de tijolos amarelos", mas aquela jornada definitivamente contrariava todo o conceito de sanidade que eu poderia ter...
Já ouvi falar de mundos e mais mundos. Mas para mim, até aquele momento, isto tudo era algo que se restringia à literatura fantástica. Acho que sou Alice no País de Nenhuma Maravilha. Não muito diferente do mundo de onde venho, afinal...Onde estive estacionada e sem perspectivas

Enfim paz





Supero a estranheza de voltar para casa conhecendo a cidade.
Tudo se transforma, mesmo essas linhas planejadas.
É até estranho que eu veja tudo de uma forma tão diferente, agora. Que aceite tudo com tanta calma.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sobre a superfície.


Às vezes, encontro-me quase submersa naquele velho mundo de dor, embora seja tão familiar.
"O lar é onde machuca" ou algo assim, certo?
E aqui, neste ponto, sei que posso usar toda a minha determinação para não me deixar levar mais uma vez.

Ninguém disse que a vida seria fácil, fácil afinal. A descida não foi fácil. A recuperação às vezes parece pior ainda.

Mas foi isso que eu decidi. É um pacto comigo, agora.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Hands Open (It's hard to argue when you won't stop of making sense)




Conhecer o seu íntimo dói, porque ali me vejo. E você está tão perdida quanto eu, e ah...você jamais admitiria. Eu também não.
Encarar o mundo dói.

E você tem tantas certezas enquanto seu sangue escorre pelo chão. Enquanto eu perco o chão. Não quero, não quero, não quero, não quero; me recuso a perder outra vez.

Eu estava em dias bons e luminosos, mas não consigo me manter lá, enquanto você se esconde aqui, entende?

Entendo que você queira sumir, se esconder, se matar...
Mas por favor, por favor, compreenda que preciso de você. Viva. E inteira.

E antes que você me pergunte ou me julgue...Sim, eu sou egoísta.

sábado, 12 de junho de 2010

Leve


Sorrio para o mundo, para todos...

Achei que meus músculos tivessem se esquecido de como se mover para sorrir.
Quero uma vida nova, mais do que tudo.